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TSE determina análise urgente de possível desinformação contra Flávio Bolsonaro

Presidente da Corte manda área técnica investigar conteúdo do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após disputa judicial e acusações da campanha de Flávio […]

Por Redação ZAPP Notícias•12 de outubro de 2026•14:16•6 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS6 min • leitura completa
  • Presidente da Corte manda área técnica investigar conteúdo do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após disputa judicial e acusações da campanha de Flávio […]

Presidente da Corte manda área técnica investigar conteúdo do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após disputa judicial e acusações da campanha de Flávio sobre disseminação coordenada de informações falsas.

POLÍTICA • ELEIÇÕES 2026

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) que a área técnica da Corte faça uma análise, em caráter de máxima urgência, sobre possível disseminação coordenada de desinformação pelo canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro.

A determinação foi encaminhada à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, que deverá produzir uma avaliação técnica sobre o conteúdo divulgado no canal, seu alcance, eventual reprodução em outras plataformas e possíveis impactos sobre a disputa presidencial.

A análise ocorre em meio a uma disputa judicial que ganhou força durante o segundo turno das eleições. A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que o canal teria sido usado para distribuir, de maneira coordenada, mensagens consideradas falsas ou ofensivas contra o candidato do PL. Entre os conteúdos questionados estão publicações sobre programas sociais, aposentadorias e supostas posições políticas atribuídas ao candidato.

O canal “Exército do Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o segundo turno. Em poucos dias, a estrutura digital ganhou milhões de seguidores e passou a chamar a atenção da Justiça Eleitoral pelo volume e pela velocidade de circulação das mensagens.

No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal no WhatsApp, entendendo haver indícios de que a página funcionaria como uma estrutura organizada de distribuição de conteúdos possivelmente falsos. A medida também determinava a preservação dos registros do canal para eventual análise posterior.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu provisoriamente o funcionamento do canal. Cueva considerou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para justificar a suspensão integral da estrutura e defendeu que eventuais irregularidades fossem analisadas conteúdo por conteúdo.

A divergência entre os ministros colocou o caso no centro da disputa eleitoral e levou à expectativa de que o plenário do TSE tenha de definir os limites das medidas que podem ser adotadas contra canais digitais durante a campanha.

A nova determinação de Nunes Marques, expedida nesta segunda-feira, busca justamente obter elementos técnicos antes de uma decisão definitiva. A assessoria especializada deverá verificar se houve disseminação coordenada de informações falsas, se os conteúdos foram replicados em outras redes e qual foi o alcance das publicações.

O presidente do TSE também solicitou informações sobre eventual atuação anterior da própria área de enfrentamento à desinformação no caso e sobre medidas que já tenham sido adotadas em relação ao canal.

Apesar da repercussão política, a determinação de análise não representa uma conclusão do TSE de que houve desinformação. O objetivo da avaliação técnica é reunir elementos que permitam aos ministros decidir posteriormente se os conteúdos violaram ou não as regras eleitorais.

O caso também envolve uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e André Janones. A campanha do candidato do PL sustenta que teria havido uso coordenado de estruturas digitais para beneficiar a candidatura petista e atingir adversários.

Na ação, a campanha de Flávio pede medidas como remoção de conteúdos, interrupção de impulsionamentos, preservação de dados e investigação sobre eventual abuso de poder. O corregedor Villas Bôas Cueva determinou anteriormente que Flávio apresentasse informações adicionais para esclarecer o alcance de alguns desses pedidos.

O próprio TSE destacou, ao receber a ação, que o processamento do processo não significa reconhecimento da veracidade das acusações. As alegações ainda precisarão ser confrontadas com as provas apresentadas pelas partes e com as defesas dos investigados.

A tensão entre as duas campanhas aumentou após a suspensão e posterior reativação do canal. A campanha de Lula classificou a primeira decisão como censura e questionou o tratamento dispensado pela Justiça Eleitoral. Já aliados de Flávio criticaram a reabertura provisória e sustentaram que a Corte deveria agir com maior rapidez diante de conteúdos considerados falsos.

Nunes Marques também convocou representantes das campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula para uma reunião no TSE nesta terça-feira (13). O encontro deverá tratar da conduta das campanhas no segundo turno, do uso das redes sociais e das disputas judiciais envolvendo conteúdos eleitorais.

A intenção declarada é reduzir a escalada de conflitos entre as campanhas e reafirmar as regras aplicáveis à propaganda eleitoral durante as últimas semanas antes da votação.

O episódio ocorre em uma eleição marcada por forte disputa digital. O WhatsApp, redes sociais e canais de distribuição de mensagens se tornaram peças centrais das estratégias de campanha, levando o TSE a ampliar o monitoramento sobre conteúdos considerados falsos, manipulados ou produzidos de maneira coordenada.

A Corte também tem analisado processos envolvendo conteúdos publicados pela própria campanha de Flávio Bolsonaro. Na semana passada, por exemplo, o TSE determinou a retirada de três publicações feitas pelo candidato, incluindo um vídeo produzido com inteligência artificial sem identificação adequada e outras postagens que relacionavam Lula a organizações criminosas.

A existência de processos contra ambos os lados reforça a preocupação da Justiça Eleitoral em tentar estabelecer parâmetros uniformes para o combate à desinformação durante o segundo turno.

O próximo passo será a conclusão da análise técnica solicitada por Nunes Marques. A depender do conteúdo do relatório e das decisões do plenário, o canal poderá permanecer funcionando com restrições, ter publicações específicas removidas ou voltar a ser suspenso.

Até esta atualização, não há decisão definitiva do TSE reconhecendo que o canal tenha praticado desinformação contra Flávio Bolsonaro. O que existe é uma apuração técnica urgente determinada pela Presidência da Corte, em meio às acusações apresentadas pela campanha do candidato do PL.

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral, Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE e veículos nacionais que acompanham o processo eleitoral. Atualizado em 12 de outubro de 2026, pela manhã.

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