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Mato Grosso

Vizinho teria facilitado assassinato com 15 tiros em MT; segundo suspeito é preso

Polícia Civil prende segundo investigado pelo assassinato de Mizael da Cruz Paniz, morto com 15 tiros dentro de casa, em Rondonópolis. Suspeito teria monitorado a vítima e facilitado a entrada dos executores.

Por Redação ZAPP Notícias•18 de outubro de 2026•17:49•9 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS9 min • leitura completa
  • Polícia Civil prende segundo investigado pelo assassinato de Mizael da Cruz Paniz, morto com 15 tiros dentro de casa, em Rondonópolis
  • Suspeito teria monitorado a vítima e facilitado a entrada dos executores

Homem de 26 anos é investigado por monitorar a rotina de Mizael da Cruz Paniz e cortar o cadeado da residência para permitir a entrada dos atiradores. Polícia Civil já prendeu dois suspeitos e procura um terceiro envolvido

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu o segundo investigado por participação no assassinato de Mizael da Cruz Paniz, de 45 anos, morto com 15 disparos de arma de fogo dentro da própria residência, no bairro Parque Universitário, em Rondonópolis. A prisão ocorreu na sexta-feira (16), durante o desdobramento da Operação Vizinho do Inimigo, e foi confirmada oficialmente pela corporação no sábado (17).

O suspeito preso, de 26 anos, morava nas proximidades da casa da vítima. Segundo a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele teria monitorado a rotina de Mizael e cortado o cadeado do portão para facilitar a entrada dos homens que realizaram os disparos.

O crime aconteceu em 5 de setembro de 2026. Conforme a investigação, dois homens chegaram à residência em uma motocicleta, entraram no imóvel e surpreenderam Mizael dentro do quarto. Os agressores efetuaram 15 disparos com uma arma de fogo calibre 9 mm.

A Polícia Civil considera que os elementos reunidos apontam para uma ação previamente planejada, executada de maneira a impedir qualquer possibilidade de reação da vítima.

Resumo em 30 segundos

  • Segunda prisão: homem de 26 anos foi preso na sexta-feira (16), suspeito de facilitar o assassinato de um vizinho.
  • Crime: Mizael da Cruz Paniz, de 45 anos, foi morto com 15 tiros dentro de casa em Rondonópolis.
  • Investigação: polícia procura um terceiro envolvido e apura a motivação do homicídio e uma possível ligação com facção criminosa.

Suspeito teria monitorado a rotina da vítima

A prisão mais recente representa um avanço nas investigações sobre a morte de Mizael, ocorrida há pouco mais de um mês.

Segundo a Polícia Civil, o homem de 26 anos vivia nas proximidades da residência da vítima e teria utilizado essa proximidade para acompanhar seus movimentos.

Os investigadores apontam que ele também teria cortado o cadeado do portão da casa, permitindo que os responsáveis pelos disparos entrassem no imóvel.

Essa suspeita é um dos principais elementos que fundamentaram a investigação sobre a participação do homem no homicídio.

A polícia busca esclarecer qual teria sido o papel desempenhado por cada investigado e se houve outras pessoas envolvidas no planejamento da ação.

Vítima foi surpreendida dentro do quarto

O assassinato aconteceu no dia 5 de setembro, no bairro Parque Universitário, em Rondonópolis.

De acordo com a reconstituição feita pelos investigadores, dois homens chegaram ao endereço utilizando uma motocicleta.

Após entrarem na residência, os agressores foram até o quarto onde Mizael estava e efetuaram 15 disparos de arma de fogo calibre 9 mm.

A maneira como o homicídio foi executado chamou a atenção da Polícia Civil. A dinâmica identificada sugere que os autores sabiam como acessar o imóvel e que o ataque havia sido preparado antecipadamente.

Segundo a DHPP, a vítima foi surpreendida de forma que não teve oportunidade de reagir.

As circunstâncias do crime passaram a ser investigadas pela equipe especializada em homicídios do município.

Operação foi deflagrada em 13 de outubro

A Operação Vizinho do Inimigo foi deflagrada na manhã de terça-feira, 13 de outubro, com o objetivo de cumprir medidas judiciais relacionadas à investigação.

A Justiça autorizou quatro ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.

As medidas foram solicitadas depois que a Polícia Civil identificou suspeitos e reuniu elementos que indicavam a possível participação deles no assassinato.

Durante a primeira fase da operação, um investigado de 23 anos foi localizado e preso em uma residência no próprio bairro Parque Universitário.

O segundo alvo, de 26 anos, não foi encontrado naquele momento e continuou sendo procurado pelas equipes policiais.

A prisão dele foi realizada na sexta-feira (16), com cumprimento de mandado de prisão temporária.

Primeiro preso é apontado como autor dos disparos

O investigado de 23 anos, preso na primeira fase da operação, é apontado pela Polícia Civil como o responsável por efetuar os disparos que mataram Mizael.

Ele foi localizado em uma residência no bairro Parque Universitário durante o cumprimento das determinações judiciais.

No imóvel, os policiais encontraram porções de maconha e cocaína, uma balança de precisão e mais de R$ 5 mil em dinheiro.

Diante dos materiais apreendidos, o investigado também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

A apuração relacionada aos entorpecentes é distinta da investigação sobre o homicídio, embora ambas tenham resultado de diligências realizadas durante a operação.

O suspeito permanece sob investigação, e a eventual responsabilidade pelo assassinato deverá ser analisada no curso do procedimento criminal.

Por que a operação recebeu o nome Vizinho do Inimigo?

O nome escolhido pela Polícia Civil faz referência à proximidade entre as residências dos investigados e a casa da vítima.

Segundo a corporação, os dois suspeitos identificados moravam nas proximidades do imóvel onde ocorreu o assassinato.

A investigação aponta que essa circunstância pode ter facilitado o acompanhamento da rotina de Mizael e o planejamento do ataque.

O homem de 26 anos, preso na segunda etapa da operação, é especificamente investigado por ter monitorado os movimentos da vítima e facilitado a entrada dos executores no imóvel.

A relação de vizinhança, entretanto, não esclarece por si só a motivação do homicídio.

Polícia ainda procura terceiro envolvido

Embora dois investigados tenham sido presos, a apuração ainda não foi concluída.

A DHPP trabalha para identificar um terceiro homem, apontado como o piloto da motocicleta utilizada durante a execução do crime.

Segundo a Polícia Civil, esse investigado teria participado da movimentação dos autores até a residência da vítima.

A identidade do terceiro envolvido ainda não foi oficialmente informada no comunicado mais recente.

Os investigadores também procuram esclarecer se outras pessoas participaram do planejamento ou forneceram apoio para a realização do homicídio.

Novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço do inquérito.

Possível ligação com facção criminosa é investigada

Outro ponto apurado pela Polícia Civil é a eventual participação dos investigados em uma organização criminosa com atuação em Rondonópolis.

A corporação informou que está aprofundando essa linha de investigação para determinar se o assassinato possui alguma relação com atividades de uma facção.

Até a divulgação das informações mais recentes, não havia sido apresentada uma conclusão oficial sobre a motivação do crime.

Por isso, a possível ligação com uma organização criminosa permanece como hipótese investigativa, e não como fato definitivamente comprovado.

A identificação da motivação e da eventual participação de outros envolvidos depende da reunião de novas provas e da conclusão do inquérito.

O que significa prisão temporária?

A prisão temporária é uma medida cautelar prevista na legislação brasileira e pode ser autorizada judicialmente durante a investigação de determinados crimes, desde que estejam presentes os requisitos legais.

Ela tem como finalidade atender a necessidades específicas da apuração criminal e possui regras próprias de duração e controle judicial.

Essa modalidade de prisão não representa uma condenação.

No caso investigado em Rondonópolis, a Polícia Civil solicitou medidas judiciais relacionadas aos suspeitos identificados durante a apuração do homicídio.

Os investigados permanecem sujeitos ao devido processo legal, com direito à defesa e à presunção de inocência.

Investigação deve avançar nos próximos dias

A Polícia Civil informou que o inquérito deverá ser concluído no prazo de 30 dias, conforme o andamento das diligências.

A previsão da corporação é de indiciamento dos investigados já identificados pelos crimes de homicídio qualificado e integração de organização criminosa, de acordo com os elementos reunidos.

O indiciamento é um ato formal da investigação policial e não equivale a uma condenação judicial.

Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a motivação do assassinato, a participação individual de cada suspeito e a identidade do terceiro homem apontado como piloto da motocicleta.

Com duas prisões realizadas, a Operação Vizinho do Inimigo entra em uma nova etapa de investigação sobre a morte de Mizael da Cruz Paniz.

A Polícia Civil continua as diligências para reunir provas e esclarecer integralmente as circunstâncias do crime ocorrido no bairro Parque Universitário.

Fontes principais: Polícia Civil de Mato Grosso, comunicados oficiais publicados em 13 e 17 de outubro de 2026; Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis.

Polícia Civil: prisão do segundo investigado

Polícia Civil: primeira fase da Operação Vizinho do Inimigo

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