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GAECO mira vereadores de Cuiabá e VG por suspeita de compra de votos

Operação desta terça-feira (20) investiga possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da câmara de Várzea Grande. Cerca de 15 vereadores das duas cidades […]

Por Redação ZAPP Notícias•20 de outubro de 2026•13:15•8 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS8 min • leitura completa
  • Operação desta terça-feira (20) investiga possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da câmara de Várzea Grande
  • Cerca de 15 vereadores das duas cidades […]

Operação desta terça-feira (20) investiga possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da câmara de Várzea Grande. Cerca de 15 vereadores das duas cidades são citados nas primeiras informações

Uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, colocou vereadores de Várzea Grande e Cuiabá no centro de uma investigação sobre suspeitas de compra de votos e corrupção em disputas pelo comando das Câmaras Municipais.

Desde as primeiras horas desta terça-feira, 20 de outubro de 2026, equipes cumprem mandados de busca e apreensão relacionados à apuração. As primeiras informações divulgadas pela imprensa regional apontam cerca de 15 parlamentares entre os alvos das diligências, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

O caso coloca sob investigação a forma como foram articulados os votos para a escolha das Mesas Diretoras, responsáveis pela condução administrativa e política das casas legislativas.

As suspeitas ainda estão sendo apuradas. A realização de buscas judiciais não significa que os investigados tenham sido considerados culpados.

Resumo em 30 segundos

  • Operação nesta terça: Gaeco cumpre mandados de busca ligados a suspeitas de corrupção em eleições de Mesas Diretoras.
  • Parlamentares investigados: informações preliminares apontam cerca de 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá.
  • Origem da apuração: a disputa pela presidência da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio, está entre os principais focos.

Investigação atinge disputa pelo comando da Câmara

Em Várzea Grande, a investigação tem como um de seus principais antecedentes a eleição da Mesa Diretora realizada em 14 de maio.

Na ocasião, Wanderley Cerqueira (MDB) foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal depois de vencer a chapa adversária por uma diferença de apenas um voto.

O resultado foi de 12 votos a 11, em uma disputa marcada por intensa articulação política.

A eleição, entretanto, acabou sendo anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que acrescentou uma controvérsia judicial ao processo de definição do comando do Legislativo municipal.

Agora, além da discussão sobre a validade da votação, as autoridades investigam se houve a oferta ou o recebimento de vantagens indevidas durante as negociações que antecederam a escolha da Mesa Diretora.

Gaeco recolhe celulares durante as buscas

As diligências desta terça-feira incluem buscas em endereços ligados aos investigados e a apreensão de aparelhos celulares, segundo informações divulgadas pelos veículos locais.

O material recolhido poderá ser submetido à análise pelas autoridades, dentro dos limites estabelecidos pelas decisões judiciais.

Mensagens, registros de comunicação e outros documentos eventualmente obtidos podem ajudar a esclarecer as relações entre os investigados e as negociações realizadas antes da votação.

A quantidade exata de aparelhos apreendidos e o resultado dessas análises ainda não foram oficialmente detalhados.

Presidente da Câmara confirma buscas em endereços

Conforme reportagem publicada pelo portal VGN na manhã desta terça-feira, o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, confirmou que agentes estiveram na residência de sua mãe, no bairro Ipase, para cumprir mandados de busca e apreensão.

O parlamentar também relatou diligências em endereços ligados à vereadora Gisa Barros e à diretora financeira da Câmara, Lorineide Inhan, conhecida como Lori.

Entre os nomes mencionados nas informações preliminares também estão o vereador Rogerinho Dakar e o secretário legislativo Samir Katumata.

A citação desses nomes está relacionada às diligências e às investigações divulgadas pela imprensa. Não representa conclusão sobre a responsabilidade de qualquer um dos envolvidos.

Denúncias mencionam pressões e supostas vantagens

A investigação sobre a disputa de maio surgiu a partir de denúncias envolvendo possíveis irregularidades nas articulações políticas.

Segundo informações publicadas pelo VGN, um dos relatos encaminhados ao Ministério Público menciona que vereadores teriam permanecido em uma chácara na região do distrito da Guia durante o período anterior à votação.

A denúncia cita a possível presença de seguranças armados e suspeitas de uso de recursos financeiros para influenciar o resultado da eleição.

O material também teria levado à apuração de possíveis ameaças e constrangimentos relacionados à disputa.

Essas informações constituem alegações sob investigação. Até o momento, não há demonstração pública conclusiva de que todos esses fatos tenham ocorrido.

Dois vereadores de Cuiabá também são citados

A operação também repercutiu na capital mato-grossense.

Reportagens do Estadão Mato Grosso e de outros veículos locais informaram que dois vereadores de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos) e Alex Rodrigues, aparecem entre os alvos da ação.

Ilde Taques foi eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá no dia 6 de outubro, para o biênio 2027-2028. A eleição ocorreu com os votos dos 27 parlamentares da Casa.

O alcance da investigação em relação à disputa da Mesa Diretora de Cuiabá ainda precisa ser esclarecido pelas autoridades.

Não é possível concluir, apenas com a informação sobre o cumprimento dos mandados, que a eleição da capital tenha sido fraudada.

O que significa comprar votos entre vereadores?

A eleição da Mesa Diretora é uma votação interna realizada pelos próprios parlamentares para escolher quem ocupará os cargos de direção da Câmara.

Ela é diferente das eleições gerais em que a população escolhe vereadores, prefeitos e outros representantes.

Quando uma investigação menciona suposta compra de votos nessa disputa, a suspeita é de que vantagens indevidas possam ter sido oferecidas ou recebidas para influenciar o posicionamento de parlamentares.

Dependendo das circunstâncias comprovadas, condutas dessa natureza podem envolver crimes relacionados à corrupção e outras infrações previstas na legislação.

A tipificação e a eventual responsabilidade criminal, no entanto, dependem das provas obtidas e da análise das autoridades competentes.

Investigação continua sob sigilo

O procedimento envolvendo a disputa pela Mesa Diretora de Várzea Grande foi iniciado em maio e tramita sob sigilo, segundo as informações divulgadas nesta terça-feira.

O cumprimento das buscas representa uma nova etapa da apuração, destinada à obtenção de documentos e outros elementos de prova.

Até a divulgação das primeiras reportagens desta manhã, ainda havia divergências sobre o número exato de pessoas investigadas e de mandados expedidos.

O resultado definitivo das diligências, a relação oficial dos alvos e o eventual encaminhamento de acusações dependem de informações posteriores do Ministério Público.

O espaço permanece aberto para manifestações dos parlamentares e demais pessoas mencionadas na investigação.

Operação deve ter novos desdobramentos

Com as diligências em andamento, a expectativa é de que novas informações sejam divulgadas sobre os objetos apreendidos, o alcance da investigação e os fatos que motivaram as autorizações judiciais.

A apuração envolve uma das disputas políticas mais relevantes do Legislativo de Várzea Grande em 2026 e agora também repercute em Cuiabá.

O ZAPP Notícias acompanha os desdobramentos do caso e as manifestações oficiais das autoridades.

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