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Petróleo recua após acordo sobre diesel russo, mas segue acima de US$100

Petróleo Brent recua para US$ 104,63 nesta terça-feira (13), após anúncio sobre diesel russo. Ataques na Arábia Saudita mantêm os riscos ao abastecimento global.

Por Redação ZAPP Notícias•13 de outubro de 2026•14:34•10 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS10 min • leitura completa
  • Petróleo Brent recua para US$ 104,63 nesta terça-feira (13), após anúncio sobre diesel russo
  • Ataques na Arábia Saudita mantêm os riscos ao abastecimento global

Brent chegou a US$ 104,63 nesta terça-feira (13), em queda de 1,89%, após anúncio de flexibilização de sanções ao combustível russo. Ataques na Arábia Saudita e riscos ao transporte de petróleo no Oriente Médio mantêm o mercado em alerta

MUNDO | ECONOMIA INTERNACIONAL

Os preços internacionais do petróleo registraram queda nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, depois que o mercado passou a avaliar a possibilidade de aumento da oferta de diesel russo. O movimento ocorre em meio a uma combinação de negociações diplomáticas, flexibilização de sanções e novos riscos de interrupção do fornecimento de energia no Oriente Médio.

Segundo informações da agência Reuters, o barril do petróleo Brent, referência internacional para os preços da commodity, recuava 1,89%, cotado a US$ 104,63 por volta das 10h49 GMT, equivalentes às 6h49 no horário de Cuiabá.

Na mesma atualização, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registrava queda de 2,02%, sendo negociado a US$ 91,85 por barril.

Apesar da retração, o Brent permanece acima de US$ 100, patamar que reflete as preocupações dos investidores com a disponibilidade global de energia, especialmente diante das tensões no Oriente Médio.

Resumo em 30 segundos

  • Petróleo em queda: Brent recuou para US$ 104,63 nesta terça-feira, segundo cotação divulgada pela Reuters.
  • Diesel russo: anúncio de maior oferta e flexibilização de sanções dos EUA aliviaram parte das preocupações do mercado.
  • Risco permanece: ataques na Arábia Saudita e ameaças à navegação no Oriente Médio mantêm os preços pressionados.

Por que o petróleo caiu nesta terça-feira?

O principal fator por trás da queda foi a expectativa de que a Rússia possa ampliar suas exportações de diesel para o mercado internacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um entendimento envolvendo o fornecimento de combustível russo e uma flexibilização temporária de restrições americanas aplicadas a determinados produtos energéticos da Rússia.

A medida pretende aumentar a disponibilidade de diesel em um momento de oferta apertada e custos elevados no mercado internacional de combustíveis.

O anúncio levou investidores a reconsiderar parte das expectativas de escassez que vinham sustentando os preços do petróleo.

Embora o acordo esteja relacionado diretamente ao diesel, seus efeitos também alcançam as cotações do petróleo bruto, porque os mercados de energia reagem às perspectivas de produção, refino, demanda e disponibilidade de derivados.

O que envolve o acordo sobre o diesel russo?

A iniciativa anunciada pelo governo americano busca permitir que maiores volumes de diesel produzido na Rússia cheguem ao mercado internacional.

Parte das restrições impostas ao setor energético russo havia sido concebida para limitar a capacidade de Moscou de obter receitas com combustíveis durante a guerra contra a Ucrânia.

Com a flexibilização temporária anunciada por Washington, o mercado passou a considerar a possibilidade de aumento da oferta, o que poderia aliviar parte da pressão sobre os preços dos derivados de petróleo.

Entretanto, uma autorização comercial não significa que o combustível estará imediatamente disponível nos volumes anunciados. A capacidade das refinarias, a infraestrutura logística, o transporte marítimo e as condições contratuais também influenciam o abastecimento.

O entendimento provocou críticas políticas nos Estados Unidos, diante da possibilidade de a retomada de exportações ampliar as receitas da Rússia em meio à continuidade da guerra.

Analistas questionam capacidade de oferta da Rússia

Apesar do otimismo inicial de parte dos investidores, especialistas demonstram cautela em relação à capacidade de Moscou de ampliar rapidamente suas exportações.

De acordo com a Reuters, a expectativa de fornecimento de aproximadamente 3 milhões a 3,5 milhões de toneladas mensais de diesel até o fim do ano enfrenta obstáculos relacionados às condições do setor de refino russo.

O analista Tamas Varga, da PVM Oil Associates, avaliou que a meta dificilmente será alcançada diante das dificuldades enfrentadas pelas refinarias do país.

Instalações energéticas russas foram afetadas por ataques durante a guerra, e os problemas operacionais reduziram a capacidade de processamento e exportação de combustíveis.

Assim, embora o anúncio tenha provocado uma reação imediata nas cotações, ainda existem dúvidas sobre a quantidade de diesel que efetivamente poderá chegar aos compradores internacionais.

Ataques na Arábia Saudita mantêm mercado em alerta

Se o acordo sobre o diesel russo contribuiu para reduzir os preços nesta terça-feira, a situação no Oriente Médio continua exercendo pressão em sentido contrário.

Na segunda-feira (12), o mercado reagiu à intensificação das preocupações com a segurança energética da região após ataques na Arábia Saudita e incidentes envolvendo embarcações petroleiras.

As ocorrências elevaram o temor de interrupções na produção, no transporte e na exportação de combustíveis.

Esse ambiente de incerteza ajudou a impulsionar o Brent na sessão anterior. O petróleo fechou a segunda-feira em US$ 106,65 por barril, depois de subir US$ 1,93, ou aproximadamente 1,8%.

O fechamento representou o maior patamar do Brent desde 15 de setembro, segundo a Reuters.

Mesmo com a queda registrada nesta terça-feira, a continuidade dos conflitos e as ameaças a estruturas estratégicas seguem no centro das atenções dos investidores.

Estreito de Hormuz preocupa o mercado mundial

Outro ponto de atenção é o Estreito de Hormuz, passagem marítima localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde circula uma parcela importante do petróleo comercializado internacionalmente.

O corredor é essencial para o transporte de cargas provenientes de países produtores do Oriente Médio.

Incidentes envolvendo navios na região aumentam os riscos operacionais e podem elevar os custos de seguro, transporte e logística.

Quando o mercado identifica ameaças ao funcionamento dessas rotas, compradores e investidores tendem a incorporar aos preços a possibilidade de atrasos e de redução das entregas.

Por isso, mesmo notícias capazes de ampliar a oferta de combustíveis em outros países podem ter efeito limitado enquanto persistirem os riscos ao transporte de energia no Oriente Médio.

Qual é a diferença entre Brent e WTI?

As duas principais referências utilizadas nas negociações internacionais de petróleo são o Brent e o West Texas Intermediate, conhecido pela sigla WTI.

O Brent é amplamente utilizado como referência para o comércio internacional de petróleo, inclusive em operações relacionadas ao mercado brasileiro.

O WTI é uma importante referência para o mercado americano, com preços influenciados por características próprias da produção, do armazenamento e da infraestrutura dos Estados Unidos.

As duas cotações costumam reagir a acontecimentos internacionais semelhantes, mas podem apresentar preços e variações diferentes.

Na atualização divulgada pela Reuters nesta terça-feira, o Brent recuava para US$ 104,63, enquanto o WTI estava em US$ 91,85.

Queda do petróleo pode reduzir gasolina e diesel no Brasil?

A variação do petróleo no mercado internacional pode influenciar os custos dos combustíveis no Brasil, mas não determina automaticamente uma alteração nos preços cobrados nos postos.

O valor final da gasolina e do diesel depende de diferentes fatores, incluindo o preço do petróleo, as condições de abastecimento, a taxa de câmbio, os custos de refino e distribuição, os tributos e as decisões comerciais dos agentes do mercado.

Uma queda pontual na cotação internacional, portanto, não é suficiente para assegurar redução imediata no preço dos combustíveis vendidos aos consumidores brasileiros.

O efeito dependerá da duração do movimento de baixa e das condições comerciais do mercado nacional.

Por que a oscilação preocupa Mato Grosso?

Em Mato Grosso, o comportamento dos preços internacionais do petróleo é acompanhado com atenção por setores ligados ao transporte rodoviário e ao agronegócio.

O diesel é um dos principais insumos utilizados no funcionamento de caminhões, máquinas agrícolas e equipamentos empregados no escoamento da produção.

Oscilações persistentes nos custos do combustível podem influenciar despesas com frete, operações logísticas e transporte de mercadorias.

Para um estado com grandes distâncias rodoviárias e forte participação da agropecuária na economia, acompanhar o mercado energético internacional ajuda a compreender possíveis pressões futuras sobre os custos de produção e distribuição.

No entanto, a queda observada nesta terça-feira não permite concluir que haverá redução imediata no diesel comercializado em Cuiabá, Várzea Grande ou no interior do estado.

Mercado acompanha os próximos desdobramentos

Os investidores devem continuar acompanhando os anúncios dos governos americano e russo, a capacidade efetiva de exportação das refinarias e a evolução das tensões no Oriente Médio.

Uma ampliação consistente da oferta de combustíveis poderia reduzir parte das pressões sobre os preços. Por outro lado, novas interrupções de transporte ou ataques a instalações energéticas poderiam sustentar ou elevar novamente as cotações.

O comportamento do mercado demonstra que os preços do petróleo continuam sensíveis tanto às decisões diplomáticas quanto à segurança das principais regiões produtoras.

Apesar do recuo registrado nesta terça-feira, o Brent permanecia acima de US$ 100 por barril na atualização consultada, refletindo um cenário internacional ainda marcado por incertezas.

Fontes: Reuters, 13 de outubro de 2026; Associated Press; dados de mercado e informações internacionais sobre o fornecimento de combustíveis e os conflitos no Oriente Médio.

Reuters — Mercado do petróleo e oferta de diesel russo

Reuters via Euronext — Atualização das cotações

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