Novos ataques com drones e mísseis atribuídos aos rebeldes houthis ampliam a tensão no Oriente Médio. Bombardeios sauditas atingem o Iêmen, enquanto o aeroporto internacional da capital permanece fechado após uma ofensiva que deixou mortos e centenas de feridos.
A Arábia Saudita enfrenta uma nova onda de ataques com drones e mísseis atribuídos aos rebeldes houthis do Iêmen nesta segunda-feira (12). O agravamento do conflito ocorre depois de uma ofensiva contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, que deixou mortos e centenas de feridos. Em resposta à escalada, forças sauditas intensificaram operações militares em território iemenita, aumentando o risco de uma guerra regional ainda mais ampla.
O aeroporto da capital saudita permanece fechado, com voos suspensos e alterações nas operações de companhias aéreas internacionais. A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter detectado novos drones e mísseis, mas nem todos os detalhes sobre as interceptações e eventuais danos haviam sido esclarecidos na atualização divulgada nesta segunda-feira.
A crise representa uma das mais graves escaladas militares entre o reino saudita e os houthis nos últimos anos. Os ataques contra aeroportos e instalações estratégicas colocam em risco a aviação civil, a infraestrutura energética e a segurança da população.
- A Arábia Saudita relatou novos ataques de drones e mísseis atribuídos aos houthis nesta segunda-feira (12).
- O aeroporto de Riad continua fechado após ataques que deixaram pelo menos 14 mortos e centenas de feridos, segundo balanços divulgados.
- Bombardeios sauditas no Iêmen e ameaças contra instalações estratégicas ampliam o temor de uma escalada regional.
Ataque ao aeroporto de Riad deixou dezenas de vítimas
A atual crise se agravou no sábado (10), quando um ataque com mísseis atingiu instalações do Aeroporto Internacional Rei Khalid, principal terminal aéreo da capital saudita.
Segundo a Reuters, o ataque de sábado deixou 13 mortos e mais de 300 feridos. Os rebeldes houthis reivindicaram a autoria da ofensiva, que atingiu uma das principais estruturas de transporte aéreo da Arábia Saudita.
No domingo (11), um novo projétil atingiu o aeroporto e provocou um incêndio. A autoridade saudita de aviação civil informou que um residente paquistanês morreu e outras 11 pessoas ficaram feridas nesse segundo episódio.
Considerados os balanços informados para os dois ataques, o número de mortos chegou a pelo menos 14. Os dados continuam sujeitos a atualizações conforme as autoridades concluem a identificação das vítimas e a avaliação dos feridos.
Local: Riad, capital da Arábia Saudita.
Principal alvo: Aeroporto Internacional Rei Khalid.
Mortos: pelo menos 14 nos ataques de sábado e domingo, segundo os balanços noticiados.
Feridos: mais de 300 no ataque de sábado, além de 11 relatados no domingo.
Autoria reivindicada: rebeldes houthis do Iêmen.
Situação: aeroporto fechado na atualização de segunda-feira (12).
Arábia Saudita anuncia reação a drones e mísseis
Nesta segunda-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita relatou a aproximação de novos drones e mísseis lançados a partir do Iêmen. As autoridades indicaram que os ataques fazem parte de uma ofensiva mais ampla contra o território saudita.
A Reuters informou que não havia confirmação imediata sobre o destino de todos os projéteis ou sobre sua eventual interceptação pelas defesas antiaéreas.
A Arábia Saudita possui sistemas militares de defesa contra ameaças aéreas, mas a sequência recente de ataques levantou questionamentos sobre a capacidade de impedir que determinados mísseis e drones alcancem áreas civis.
De acordo com a Associated Press, autoridades sauditas abriram uma investigação para apurar como as defesas aéreas não conseguiram impedir o ataque de grande intensidade contra o aeroporto de Riad.
Bombardeios atingem o Iêmen
A ofensiva dos houthis ocorre em meio à intensificação das operações militares da coalizão saudita no Iêmen. Ataques aéreos atingiram áreas controladas pelo grupo, incluindo regiões da capital, Sanaa, e da província de Al-Jawf.
Segundo relatos divulgados pela Associated Press, bombardeios sauditas no Iêmen deixaram ao menos 10 mortos e 19 feridos em Sanaa e Al-Jawf. Os números são atribuídos às informações disponíveis sobre os ataques e podem mudar com novas verificações.
A emissora iemenita citada pela Reuters também informou a ocorrência de bombardeios na província de Al-Jawf nesta segunda-feira.
A situação no Iêmen é particularmente preocupante porque o país enfrenta há anos um conflito armado acompanhado de graves dificuldades humanitárias, deslocamento de populações e prejuízos à infraestrutura civil.
Quem são os houthis e por que atacam a Arábia Saudita?
Os houthis, também conhecidos como movimento Ansar Allah, são um grupo político e armado originário do norte do Iêmen. O movimento controla Sanaa e importantes áreas do país, mantendo um longo confronto com forças ligadas ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.
O grupo recebe apoio do Irã e é adversário da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia as forças governamentais do Iêmen.
Nos últimos anos, os houthis passaram a empregar mísseis e drones contra instalações militares, aeroportos, infraestrutura petrolífera e embarcações em rotas consideradas estratégicas.
O movimento afirma que suas ofensivas contra a Arábia Saudita são uma resposta às operações militares conduzidas pelo reino em território iemenita. Essa justificativa é apresentada pelos rebeldes e não elimina as obrigações de proteção de civis previstas no direito internacional humanitário.
Disputa pelo estreito de Bab el-Mandeb amplia a crise
Um dos pontos centrais do confronto é o estreito de Bab el-Mandeb, passagem marítima localizada entre o Iêmen e o continente africano, que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.
A região é estratégica para o transporte internacional de petróleo, combustíveis e mercadorias. A circulação de navios pelo corredor marítimo permite o acesso ao Canal de Suez, uma das principais rotas comerciais do mundo.
Forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita tentam recuperar posições e impedir novos avanços dos houthis nas proximidades desse corredor.
Segundo a Reuters, as forças apoiadas por Riad obtiveram alguns avanços, mas enfrentam dificuldades em outras frentes de combate. O cenário indica que uma solução militar rápida permanece incerta.
Aeroporto fechado provoca impacto na aviação internacional
O fechamento do Aeroporto Internacional Rei Khalid afeta uma das principais portas de entrada da Arábia Saudita e compromete deslocamentos de passageiros, executivos e profissionais que utilizam Riad como destino ou conexão.
Os ataques levaram à suspensão de operações aéreas e ao cancelamento ou redirecionamento de viagens. Companhias internacionais passaram a reavaliar itinerários diante das restrições de segurança.
A crise acontece enquanto Riad recebe uma importante conferência internacional do setor de energia, evento afetado pelas dificuldades de transporte e pelo agravamento das ameaças contra a capital saudita.
Passageiros com voos programados para o país devem consultar diretamente suas companhias aéreas e acompanhar os comunicados oficiais antes de se deslocar aos aeroportos.
Irã oferece mediação para conter o conflito
Em meio ao agravamento da crise, o governo iraniano manifestou disposição para facilitar negociações entre a Arábia Saudita e os houthis.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que Teerã está disposta a contribuir para o diálogo entre as partes.
A proposta ocorre em um contexto delicado. O Irã é considerado um importante apoiador dos houthis e mantém uma rivalidade histórica com a Arábia Saudita pela influência política e estratégica no Oriente Médio.
Apesar da sinalização diplomática, não havia confirmação de um acordo de cessar-fogo ou de interrupção dos ataques na atualização desta segunda-feira.
Crise pode afetar petróleo e comércio internacional
A Arábia Saudita é um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. Por isso, o aumento dos ataques contra sua infraestrutura e contra rotas comerciais do Oriente Médio gera preocupação nos mercados internacionais.
Instalações energéticas, aeroportos, portos e corredores marítimos estão entre os principais pontos de atenção diante da possibilidade de novos ataques.
O risco de interrupções no transporte ou no fornecimento de petróleo pode aumentar custos de seguro, frete e operação de navios. Isso não significa, entretanto, que já exista uma alta de preços diretamente atribuível a cada um dos ataques.
Além da questão econômica, o agravamento do confronto aumenta o temor de que outros países da região sejam envolvidos em uma crise militar mais ampla.
O que pode acontecer nos próximos dias?
O principal ponto de atenção é a possibilidade de novos ataques contra aeroportos e instalações sauditas, enquanto a coalizão militar mantém operações contra posições dos houthis no Iêmen.
A continuidade das hostilidades pode ampliar os danos à infraestrutura civil, aumentar o número de vítimas e dificultar a retomada das atividades aéreas na capital saudita.
Diplomaticamente, a oferta de mediação do Irã e as manifestações de outros países do Golfo indicam preocupação crescente com as consequências regionais da guerra.
Até esta atualização, o Aeroporto Internacional Rei Khalid permanecia fechado, a Arábia Saudita relatava novas ameaças com mísseis e drones, e não havia anúncio de um acordo para interromper as hostilidades.
Fontes: Reuters, Associated Press, comunicados de autoridades sauditas e informações divulgadas por representantes do Irã.
Reuters — Novos ataques contra a Arábia Saudita
Associated Press — Escalada regional e ataques no Iêmen
CNN Brasil / Reuters — Situação do aeroporto de Riad
ZAPP NOTÍCIAS | MUNDO
Atualizado em 12 de outubro de 2026. Balanços de vítimas e situação operacional sujeitos a novas atualizações.

