Polícia identifica mais duas vítimas em ataque ocorrido em Incheon. Suspeito de 59 anos foi preso, e uma mulher permanece em estado crítico.
Subiu para 10 o número de pessoas feridas em um ataque a facadas ocorrido dentro de um complexo comercial na cidade de Incheon, na Coreia do Sul. O novo balanço foi divulgado nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, depois que a polícia sul-coreana identificou outras duas vítimas da agressão registrada no dia anterior.
Segundo informações da agência internacional Reuters e da imprensa local, um homem de 59 anos foi detido após atacar pessoas que estavam em um shopping na cidade, localizada a oeste da capital Seul.
Entre os feridos, uma mulher na faixa dos 20 anos permanece em estado crítico. Ela sofreu uma parada cardíaca e precisou passar por uma cirurgia de emergência. Até a atualização divulgada pelas autoridades, nenhuma morte havia sido confirmada.
O caso provocou uma mobilização das forças de segurança e levantou questionamentos sobre o acompanhamento de pessoas condenadas por crimes violentos, já que o suspeito possuía antecedentes criminais e utilizava tornozeleira eletrônica.
Resumo em 30 segundos
- Dez feridos: a polícia identificou duas novas vítimas do ataque ocorrido em Incheon.
- Uma pessoa em estado crítico: uma mulher jovem precisou de atendimento médico de emergência.
- Suspeito preso: homem de 59 anos foi detido e é investigado pela polícia sul-coreana.
Polícia atualiza número de feridos
O ataque aconteceu na terça-feira (13), em um complexo comercial da cidade de Incheon. Inicialmente, a polícia informou que oito pessoas haviam sido atingidas.
Na quarta-feira (14), as autoridades identificaram mais duas vítimas relacionadas à ocorrência, elevando o total para dez feridos.
A atualização foi divulgada pela Reuters com base em informações da imprensa sul-coreana e da investigação policial.
O aumento do número de vítimas não significa necessariamente que um novo ataque tenha ocorrido. Trata-se de uma revisão do balanço referente à mesma ocorrência registrada na terça-feira.
Os investigadores continuam reunindo depoimentos e verificando as circunstâncias do episódio.
Como aconteceu o ataque no shopping?
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, pela agência sul-coreana Yonhap e pela Associated Press, o suspeito entrou no complexo comercial armado com facas e passou a agredir pessoas em diferentes áreas do estabelecimento.
Testemunhas relataram que o homem carregava facas presas às duas mãos e se deslocava entre os andares do shopping.
Durante o ataque, frequentadores tentaram fugir e buscar proteção. Algumas pessoas que estavam no local conseguiram reagir e conter o agressor antes da chegada dos policiais.
Segundo os relatos publicados pela imprensa internacional, os frequentadores utilizaram cadeiras para manter distância do suspeito e impedir que ele continuasse atacando outras pessoas.
O homem foi posteriormente entregue às autoridades e levado sob custódia para os procedimentos de investigação.
A dinâmica completa do ataque ainda está sendo apurada pela polícia sul-coreana.
Mulher sofreu parada cardíaca e passou por cirurgia
Entre as vítimas identificadas no atendimento inicial está uma mulher na faixa dos 20 anos que sofreu ferimentos graves durante a agressão.
Conforme a imprensa sul-coreana, ela apresentou parada cardíaca e foi encaminhada para atendimento hospitalar de emergência, sendo submetida a uma cirurgia.
Na atualização divulgada nesta quarta-feira, seu estado de saúde continuava sendo considerado crítico.
As outras vítimas também receberam atendimento médico. As autoridades ainda não haviam divulgado um boletim individual atualizado sobre a condição de todos os dez feridos.
A polícia informou que não havia confirmação de mortes até a divulgação do novo balanço.
Suspeito de 59 anos já tinha antecedentes criminais
Um dos pontos que mais chamaram a atenção das autoridades foi o histórico criminal do homem detido.
Segundo a Reuters e a Yonhap, o suspeito, de 59 anos, já havia cumprido uma pena de quatro anos de prisão por tentativa de homicídio.
Após deixar a prisão, em 2019, ele passou a ser acompanhado por meio de um sistema de monitoramento eletrônico utilizado pelas autoridades sul-coreanas para fiscalizar determinados condenados.
No momento do ataque, o homem utilizava tornozeleira eletrônica.
A existência do dispositivo levantou questionamentos sobre a capacidade dos mecanismos de acompanhamento para identificar comportamentos de risco e prevenir novas ocorrências violentas.
As autoridades investigam se houve falhas nos procedimentos de fiscalização ou se o caso revelou limitações do sistema atualmente utilizado.
Ministério da Justiça anuncia revisão do monitoramento
O Ministério da Justiça da Coreia do Sul anunciou que examinará os procedimentos de acompanhamento do suspeito e as condições de funcionamento do sistema de monitoramento eletrônico.
O sistema utiliza tecnologia de localização por GPS para acompanhar pessoas submetidas à fiscalização judicial após condenações por determinados crimes.
Segundo as informações divulgadas pela imprensa internacional, o governo pretende verificar como ocorreu o acompanhamento do suspeito antes do ataque e identificar eventuais falhas na comunicação entre os órgãos responsáveis.
A revisão também poderá orientar modificações nos procedimentos utilizados para fiscalizar pessoas consideradas de maior risco.
Até o momento, não foi estabelecido oficialmente que uma falha específica do equipamento tenha provocado ou permitido o ataque.
Presidente cobra investigação rigorosa
O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, manifestou preocupação com a ocorrência e defendeu uma investigação rápida e rigorosa para esclarecer as circunstâncias do ataque.
A manifestação ocorreu em meio à repercussão nacional do episódio e aos questionamentos sobre a segurança em locais públicos.
O governo também passou a avaliar os mecanismos de acompanhamento de pessoas condenadas por crimes violentos e os procedimentos existentes para reduzir o risco de reincidência.
O ataque em Incheon recolocou em debate a eficiência das medidas preventivas adotadas pelas autoridades sul-coreanas.
Onde fica Incheon?
Incheon é uma das principais cidades da Coreia do Sul e está localizada a oeste de Seul, integrando a grande região metropolitana da capital.
O município abriga o Aeroporto Internacional de Incheon, principal porta de entrada aérea do país, além de importantes instalações industriais, comerciais e portuárias.
A cidade possui intensa circulação de trabalhadores, moradores e visitantes, com grandes estabelecimentos comerciais e ampla rede de transporte.
O ataque ocorreu em uma área de compras frequentada pela população local e provocou preocupação entre comerciantes e frequentadores.
Coreia do Sul já registrou outros ataques semelhantes
O país enfrentou episódios de agressões com armas brancas em locais públicos nos últimos anos, incluindo uma sequência de ataques em 2023 que provocou mortes, feridos e forte repercussão nacional.
Na ocasião, as autoridades reforçaram a presença policial em pontos de grande circulação e intensificaram medidas para investigar ameaças de novos ataques.
Outros episódios registrados posteriormente também receberam ampla cobertura da imprensa sul-coreana.
O caso de Incheon reacende discussões sobre prevenção da violência, capacidade de resposta das forças de segurança e proteção de pessoas em ambientes comerciais.
Entretanto, as autoridades ainda precisam esclarecer a motivação específica do ataque desta semana. Não há confirmação oficial de relação entre o episódio de Incheon e outras agressões registradas anteriormente no país.
O que a polícia ainda investiga?
A investigação está sob responsabilidade da polícia de Incheon, que busca esclarecer os movimentos do suspeito antes e durante o ataque.
Entre os pontos que precisam ser determinados estão a origem das armas utilizadas, a motivação da agressão, o percurso percorrido dentro do estabelecimento e as circunstâncias em que cada vítima foi atingida.
Os investigadores também estão reunindo depoimentos de testemunhas e analisando registros que possam ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos.
Segundo a imprensa local, especialistas em análise de comportamento criminal foram chamados para auxiliar na apuração.
A polícia também deverá avaliar a situação judicial do investigado e os procedimentos necessários para o prosseguimento do caso.
Balanço atualizado aponta dez feridos e nenhuma morte confirmada
A informação mais recente divulgada pela Reuters nesta quarta-feira (14) confirma que o total de feridos aumentou de oito para dez, após a identificação de outras duas pessoas atingidas no ataque.
Uma das vítimas permanece em estado crítico, enquanto os demais feridos receberam atendimento médico.
O suspeito de 59 anos continua sob custódia das autoridades. A motivação do ataque ainda está sendo investigada.
Até a atualização publicada pela imprensa internacional, nenhuma morte havia sido oficialmente confirmada.
Como se trata de uma ocorrência em investigação, o número de vítimas e as informações sobre o estado de saúde dos feridos podem ser atualizados pelas autoridades sul-coreanas.
Fontes: Reuters, Associated Press, agência Yonhap e The Korea Times. Informações publicadas em 13 e 14 de outubro de 2026.
Reuters: atualização do número de feridos

