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Câmeras escondidas e cartas de renúncia: GAECO investiga suposta chantagem a vereadores em VG

A investigação sobre a suposta compra de apoio político na Câmara Municipal de Várzea Grande ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21). Documentos atribuídos […]

Por Redação ZAPP Notícias•21 de outubro de 2026•17:11•9 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS9 min • leitura completa
  • A investigação sobre a suposta compra de apoio político na Câmara Municipal de Várzea Grande ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21)
  • Documentos atribuídos […]

A investigação sobre a suposta compra de apoio político na Câmara Municipal de Várzea Grande ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21). Documentos atribuídos ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) descrevem um possível esquema de gravações clandestinas, cartas de renúncia previamente assinadas e pressões sobre vereadores para assegurar apoio à presidência do Legislativo.

Segundo reportagens baseadas na representação apresentada pelo Ministério Público à Justiça, o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), é apontado como figura central de uma articulação que teria utilizado vantagens financeiras e mecanismos de intimidação para garantir fidelidade política.

Um dos relatos mais graves menciona a existência de um escritório supostamente preparado para filmar, sem conhecimento dos participantes, reuniões e eventuais entregas de dinheiro a parlamentares.

O material teria sido utilizado para impedir mudanças de posicionamento durante a disputa pela Mesa Diretora. As acusações, contudo, ainda dependem de comprovação e não representam uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.

Resumo em 30 segundos

  • Câmeras ocultas: investigação apura relatos de gravações clandestinas de vereadores em encontros políticos.
  • Cartas de renúncia: documentos teriam sido assinados como garantia de apoio à eleição da Mesa Diretora.
  • Operação Cathedra Venalis: Gaeco cumpriu 30 mandados de busca e apreensão na terça-feira (20), envolvendo investigados de Cuiabá e Várzea Grande.

Escritório teria sido preparado para gravar vereadores

De acordo com relatos reunidos pelo Gaeco, o suposto mecanismo de pressão envolvia a realização de reuniões em um ambiente preparado para registrar imagens sem o conhecimento dos participantes.

As gravações teriam como objetivo documentar a aceitação de valores financeiros oferecidos durante as articulações políticas.

Posteriormente, segundo a hipótese investigada, esses registros poderiam ser utilizados para pressionar os vereadores a manter os compromissos assumidos durante a disputa pelo comando da Câmara.

O relato aparece em documentos da Operação Cathedra Venalis descritos por reportagens publicadas nesta quarta-feira.

A apuração ainda precisará demonstrar se as gravações efetivamente existem, quem teria realizado os registros, quais seriam seus conteúdos e se houve utilização ilegal das imagens.

Cartas de renúncia seriam garantia de fidelidade política

Outro elemento da investigação envolve supostas cartas de renúncia ao mandato assinadas antecipadamente por vereadores.

Segundo testemunho descrito na representação do Gaeco, os documentos teriam sido obtidos durante uma reunião política realizada em uma chácara no Distrito da Guia, na região de Cuiabá, entre o fim de 2024 e o início de 2025.

A suspeita é de que essas cartas tenham sido utilizadas como instrumento de pressão sobre parlamentares que eventualmente tentassem romper os acordos relacionados à eleição da Mesa Diretora.

O mecanismo investigado seria particularmente grave porque envolveria a utilização da possibilidade de perda do mandato como forma de constranger representantes eleitos.

Entretanto, a existência, autenticidade e circunstâncias da assinatura de cada documento ainda precisam ser estabelecidas pela investigação.

Vereadora relatou ameaças com divulgação de vídeos

A investigação também examina relatos sobre possíveis ameaças envolvendo a divulgação de gravações.

Segundo reportagem do Repórter MT, o Gaeco identificou um boletim de ocorrência registrado pela vereadora Rosi Prado, no qual ela relatou ter sido alvo de chantagem atribuída ao vereador Kleberton Feitoza.

A ameaça descrita no registro envolveria a possível divulgação de vídeos e informações consideradas comprometedoras.

O nome de Feitoza também aparece em depoimentos relacionados à suposta utilização de registros audiovisuais para pressionar integrantes do Legislativo.

Esses relatos estão sob apuração. O registro de uma denúncia policial não comprova, por si só, que a ameaça ocorreu nos termos narrados.

Investigadores procuram possível acervo de gravações

Uma das questões centrais da Operação Cathedra Venalis é localizar registros que possam confirmar ou afastar as acusações.

Segundo os relatos publicados, parte do suposto material poderia estar armazenada em equipamentos ligados a Lorineide Aparecida Trindade Inhan, conhecida como Lori, mencionada nas investigações como pessoa próxima à presidência da Câmara.

As autoridades buscam esclarecer se existem vídeos, mensagens, documentos ou outros registros relacionados às suspeitas de pagamentos e pressões políticas.

O cumprimento de mandados de busca permite a coleta de materiais para posterior análise pericial, respeitadas as autorizações judiciais.

Até a divulgação das reportagens consultadas, não havia comprovação pública de que o suposto acervo tivesse sido integralmente localizado ou autenticado.

Suposto mensalinho de R$ 10 mil também é investigado

As denúncias sobre chantagem aparecem no contexto de uma investigação mais ampla sobre possíveis vantagens indevidas na Câmara de Várzea Grande.

Conforme documentos judiciais descritos pelo Olhar Direto, a apuração menciona relatos de pagamentos mensais de aproximadamente R$ 10 mil a vereadores, além de negociação de cargos e outras vantagens.

Esses valores são apresentados como parte da hipótese investigada, não como pagamentos já comprovados a todos os parlamentares.

Outros relatos vinculados à operação também mencionam ofertas de R$ 100 mil por apoio político e propostas envolvendo quantias maiores, relacionadas a interesses sobre estruturas administrativas municipais.

As acusações possuem origens e circunstâncias distintas e ainda exigem comprovação individual.

Operação cumpriu 30 mandados de busca

A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada na terça-feira, 20 de outubro, para aprofundar a investigação sobre possível negociação de apoio político na eleição da Mesa Diretora.

Foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços relacionados aos investigados em Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

Entre os alvos das diligências figuram 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

O material obtido nas buscas poderá contribuir para a identificação de eventuais irregularidades, a reconstituição de reuniões políticas e a análise das acusações feitas por testemunhas.

A realização da operação não representa condenação criminal dos investigados.

Presidente da Câmara questionou a operação

Wanderley Cerqueira questionou publicamente a operação depois do cumprimento dos mandados na terça-feira.

Em declarações à imprensa, afirmou desconhecer naquele momento o teor exato das investigações e manifestou estranhamento com a ação.

O parlamentar também levantou questionamentos sobre a fiscalização de denúncias envolvendo a administração municipal.

Não foi localizada, até esta atualização, manifestação específica de Cerqueira respondendo detalhadamente às acusações de gravações clandestinas e cartas de renúncia.

O espaço permanece aberto aos esclarecimentos do presidente da Câmara e dos demais citados.

O que ainda precisa ser comprovado?

Apesar da gravidade dos relatos, a investigação ainda precisa responder perguntas fundamentais.

  • As supostas gravações clandestinas foram encontradas?
  • As cartas de renúncia existem e foram assinadas nas circunstâncias relatadas?
  • Houve efetivamente pagamento de dinheiro em troca de votos?
  • Quem teria realizado ou autorizado eventuais gravações sem consentimento?
  • Existem provas materiais de ameaças ou constrangimentos contra vereadores?
  • As perícias nos aparelhos apreendidos confirmam as acusações?

As respostas poderão determinar os próximos passos da atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Investigação amplia repercussão política em VG

Os novos relatos acrescentam um componente de possível intimidação às denúncias financeiras que deram repercussão à Operação Cathedra Venalis.

O caso deixou de envolver apenas suspeitas sobre a origem de recursos e negociações de apoio político e passou a incluir a possibilidade de utilização de registros privados para constranger parlamentares.

Se confirmadas, condutas dessa natureza poderão trazer consequências criminais e institucionais para os envolvidos. Por enquanto, os relatos integram uma investigação ainda em andamento.

O ZAPP Notícias acompanha os desdobramentos da Operação Cathedra Venalis e a eventual divulgação de novos elementos pelas autoridades.

Entenda a investigação

  • Operação: Cathedra Venalis.
  • Data das buscas: 20 de outubro de 2026.
  • Mandados: 30 de busca e apreensão.
  • Investigados: 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
  • Novas suspeitas: gravações clandestinas, cartas de renúncia, chantagem e pressão sobre parlamentares.
  • Situação: apuração em andamento, sem culpa estabelecida por decisão definitiva.

Fontes: reportagens publicadas em 21 de outubro de 2026 pelo Repórter MT e Olhar Direto, com descrições de documentos da Operação Cathedra Venalis. A íntegra dos autos não foi obtida diretamente pela redação.

Repórter MT: relatos sobre gravações e cartas de renúncia

Olhar Direto: investigação sobre instrumentos de pressão política

Gazeta Digital: manifestação de Wanderley Cerqueira sobre a operação

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