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Polícia

Operação que investiga esquema de R$ 11,6 bilhões cumpre mandado em Várzea Grande

Operação Crédito Oculto cumpre mandado em Várzea Grande e investiga estrutura financeira ligada a movimentações de R$ 11,6 bilhões.

Por Redação ZAPP Notícias•24 de setembro de 2026•14:25•3 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS3 min • leitura completa
  • A Operação Crédito Oculto cumpre mandados nesta quinta-feira e tem um dos alvos em Várzea Grande.
  • A investigação apura estruturas financeiras suspeitas de ocultar patrimônio e lavar dinheiro na aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis.
  • Uma empresa financeira ligada às operações investigadas movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Ação da Receita Federal e do Gaeco apura estruturas suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas à aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis; 29 mandados são cumpridos em sete estados.

Operação nacional chega a Várzea Grande

A Receita Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e órgãos estaduais deflagraram nesta quinta-feira, 24 de setembro, a Operação Crédito Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto.

A ação cumpre mandados de busca e apreensão em sete estados, entre eles Mato Grosso. Em Várzea Grande, agentes cumpriram ordem judicial em endereço ligado a uma empresa do setor de combustíveis.

Investigação mira estrutura financeira complexa

Segundo a Receita Federal, o objetivo da operação é aprofundar a investigação sobre mecanismos supostamente usados para ocultar patrimônio, dissimular a origem de recursos e viabilizar a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. 

A apuração envolve estruturas formadas por fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais, fintechs, banco, escritório de advocacia e empresas de fachada.

R$ 11,6 bilhões movimentados

Um dos dados que mais chamou a atenção dos investigadores é o volume movimentado por uma empresa financeira utilizada em operações sob apuração.

Segundo a Receita Federal, essa empresa movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Para os investigadores, o volume, analisado em conjunto com outros elementos reunidos, reforça os indícios de uso de estruturas financeiras para ocultação patrimonial e lavagem de capitais.

Operação de R$ 370 milhões está sob análise

A investigação também identificou uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios de uma usina sucroalcooleira. 

Segundo os investigadores, a estrutura teria criado um fluxo financeiro circular para dar aparência de legitimidade às transações e dificultar a identificação dos beneficiários econômicos reais. 

R$ 100 milhões teriam sido usados na aquisição

Outro ponto da investigação envolve o envio de cerca de R$ 100 milhões para financiar a aquisição da distribuidora de combustíveis.

De acordo com a Receita Federal, os valores teriam passado rapidamente por contas de diferentes empresas ligadas ao grupo, inclusive por estruturas em fintechs, antes de chegar à empresa utilizada na operação.

Mandados em sete estado

A Receita informou que os mandados estão vinculados a 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas, com cumprimento em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. 

O Gaeco de Mato Grosso presta apoio à operação no estado. 

Busca em Várzea Grande

Veículos locais informam que a busca em Mato Grosso ocorreu em Várzea Grande, em endereço relacionado ao setor de combustíveis. Algumas reportagens identificam o local como ligado à empresa Terrana/Tobras, mas a própria cobertura ressalta que a investigação ainda está em andamento e busca esclarecer o papel de cada envolvido. 

Até o momento, o cumprimento do mandado não significa, por si só, condenação ou comprovação de participação criminosa da empresa ou de seus responsáveis.

Investigação continua

A Operação Crédito Oculto é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e busca identificar como diferentes estruturas empresariais e financeiras teriam sido interligadas para ocultar beneficiários econômicos, movimentar recursos e blindar patrimônio. 

A Receita Federal informou que a investigação segue em andamento e que o objetivo é esclarecer a participação individual de cada pessoa e empresa envolvida nas operações sob análise. 

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