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Coreia do Norte dispara mísseis de mais de 900 km e provoca reunião de emergência no Sul

Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos em direção ao Mar do Leste, e ao menos um percorreu mais de 900 quilômetros. A Coreia do Sul convocou reunião de emergência e reforçou o estado de prontidão.

Por Redação ZAPP Notícias•12 de outubro de 2026•05:20•6 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS6 min • leitura completa
  • Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos em direção ao Mar do Leste, e ao menos um percorreu mais de 900 quilômetros
  • A Coreia do Sul convocou reunião de emergência e reforçou o estado de prontidão

Lançamentos foram detectados na manhã desta segunda-feira (12) a partir da região de Pyongyang; Seul elevou a vigilância, reuniu autoridades de segurança e condenou a ação como violação de resoluções da ONU.

MUNDO • ÁSIA

A Coreia do Norte disparou vários mísseis balísticos em direção ao Mar do Leste nesta segunda-feira (12), e pelo menos um deles percorreu mais de 900 quilômetros, segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

O lançamento foi detectado por volta das 9h20 no horário local, a partir da região de Pyongyang.

A sequência provocou uma reunião de emergência do Escritório de Segurança Nacional sul-coreano, que avaliou o impacto da ação e reforçou o estado de prontidão militar.

Resumo em 30 segundos

  • A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos nesta segunda-feira.
  • Os disparos partiram da região de Pyongyang.
  • Ao menos um projétil percorreu mais de 900 km.
  • Os mísseis seguiram em direção ao Mar do Leste.
  • A Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência de segurança.
  • Seul elevou a vigilância e compartilha dados com Estados Unidos e Japão.
  • Até agora, não há confirmação de vítimas ou danos.
+900 km foi a distância percorrida por pelo menos um dos mísseis detectados

Lançamentos partiram da região de Pyongyang

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que os mísseis foram lançados a partir da área da capital norte-coreana.

Os projéteis seguiram em direção ao Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão.

As Forças Armadas sul-coreanas afirmaram que ainda analisam os detalhes técnicos dos lançamentos, incluindo tipo, alcance e trajetória dos projéteis.

Coreia do Sul convoca reunião de emergência

Pouco depois dos lançamentos, o Escritório de Segurança Nacional da Presidência sul-coreana reuniu representantes do Ministério da Defesa, Estado-Maior Conjunto e outros órgãos responsáveis pela segurança nacional.

Segundo comunicado oficial, a reunião analisou o impacto dos lançamentos sobre a segurança da Coreia do Sul e determinou que as forças mantenham alto nível de prontidão.

Sem confirmação de vítimas ou danos

Até esta atualização, não há relatos de que os mísseis tenham atingido território sul-coreano ou causado vítimas e danos.

Seul condena lançamento como violação da ONU

O governo sul-coreano condenou os novos testes balísticos e afirmou que os lançamentos violam resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Escritório de Segurança Nacional pediu que Pyongyang interrompa imediatamente as ações com mísseis balísticos.

Seul também afirmou que novos lançamentos não contribuem para reduzir a tensão na Península Coreana.

Militares reforçam vigilância

O Estado-Maior Conjunto informou que aumentou o monitoramento para detectar a possibilidade de novos lançamentos.

A Coreia do Sul mantém troca de informações em tempo real com Estados Unidos e Japão sobre a atividade militar norte-coreana.

Japão também detectou os projéteis

Autoridades japonesas afirmaram ter identificado pelo menos dois projéteis lançados pela Coreia do Norte.

Segundo as informações iniciais, os mísseis caíram fora da zona econômica exclusiva japonesa.

Até o momento, o Japão também não informou vítimas ou danos materiais.

Importante: os lançamentos elevam a tensão militar, mas não significam que uma guerra tenha começado. Até agora, trata-se de uma nova rodada de testes e demonstrações de força na Península Coreana.

Lançamento ocorre após teste hipersônico da Coreia do Sul

A nova ação de Pyongyang aconteceu poucos dias depois de a Coreia do Sul divulgar o teste bem-sucedido de um míssil hipersônico desenvolvido no país.

O presidente sul-coreano Lee Jae Myung acompanhou pessoalmente o teste realizado na semana passada.

A apresentação pública desse tipo de armamento é considerada incomum para um líder sul-coreano e foi interpretada por analistas como demonstração de capacidade militar.

Seul vê resposta política e militar

O Estado-Maior Conjunto afirmou que a avaliação inicial é de que os lançamentos norte-coreanos podem representar uma resposta ao recente teste hipersônico de Seul.

Segundo o porta-voz militar Jang Do-young, a ação também parece fazer parte do esforço da Coreia do Norte para demonstrar avanços em seu programa de desenvolvimento militar.

Tipo exato dos mísseis ainda é analisado

Apesar de confirmar que pelo menos um dos projéteis voou por mais de 900 quilômetros, as autoridades sul-coreanas ainda não identificaram publicamente qual modelo foi utilizado.

Questionado se eram mísseis hipersônicos ou de alcance intermediário, o Estado-Maior afirmou que a análise técnica ainda está em andamento.

É o quarto lançamento em um mês

A ação desta segunda-feira marca a quarta rodada de lançamentos de mísseis norte-coreanos em cerca de um mês.

Em 3 de outubro, Pyongyang também realizou um teste que classificou como um míssil estratégico hipersônico de alcance intermediário.

A frequência dos testes tem elevado a preocupação de Seul, Tóquio e Washington com o ritmo do programa militar da Coreia do Norte.

Tensão também aumentou na fronteira

O lançamento ocorre em um momento de maior tensão entre as duas Coreias.

No mês passado, soldados sul-coreanos ficaram feridos após uma explosão de mina na Zona Desmilitarizada.

A Coreia do Sul afirma que o explosivo teria sido instalado pela Coreia do Norte.

Pyongyang rejeita a acusação e acusa Seul de fabricar uma justificativa para aumentar a pressão militar.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra

A Guerra da Coreia, travada entre 1950 e 1953, terminou com um armistício, e não com um tratado de paz definitivo.

Por isso, Coreia do Norte e Coreia do Sul continuam tecnicamente em guerra.

As duas partes mantêm forte presença militar ao longo da Zona Desmilitarizada, uma das fronteiras mais fortificadas do mundo.

O que pode acontecer agora

Militares sul-coreanos continuam monitorando a atividade na Coreia do Norte para detectar possíveis novos lançamentos.

Seul também deve manter consultas próximas com Estados Unidos e Japão.

Por enquanto, não há indicação oficial de mobilização para guerra ou de ataque direto contra território sul-coreano.

Fontes:

Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul
Escritório de Segurança Nacional da Presidência sul-coreana
Reuters
Associated Press
Yonhap News Agency

Atualizado em 12 de outubro de 2026.
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