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Dois petroleiros são atacados perto de Hormuz e petróleo supera US$ 105

Ataques contra dois navios-tanque elevam tensão no Estreito de Hormuz e levam o Brent a US$ 105,48. Entenda por que a crise pode chegar ao bolso dos brasileiros.

Por Redação ZAPP Notícias•12 de outubro de 2026•05:36•8 min de leitura
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⚡ RESUMO EM 30 SEGUNDOS8 min • leitura completa
  • Ataques contra dois navios-tanque elevam tensão no Estreito de Hormuz e levam o Brent a US$ 105,48
  • Entenda por que a crise pode chegar ao bolso dos brasileiros

Um navio foi atingido por drone perto de Omã e outro por projétil no Estreito de Hormuz; tensão reacende temor sobre abastecimento mundial e pode pressionar combustíveis, inflação e fretes no Brasil.

URGENTE • MUNDO • ORIENTE MÉDIO

Dois navios-tanque foram atacados na região do Estreito de Hormuz neste fim de semana, fazendo crescer novamente o medo de interrupção de uma das rotas de petróleo mais importantes do planeta.

A escalada teve reflexo quase imediato no mercado internacional: o petróleo Brent chegou a US$ 105,48 por barril nas primeiras negociações desta segunda-feira no mercado asiático.

A crise está a milhares de quilômetros do Brasil, mas pode chegar rapidamente ao bolso do brasileiro por meio do diesel, gasolina, fretes, passagens aéreas e inflação.

Resumo em 30 segundos

  • Dois navios-tanque foram atacados na região de Hormuz.
  • Um deles foi atingido por um drone perto de Sohar, em Omã.
  • Outro sofreu impacto de um projétil no Estreito de Hormuz.
  • A tripulação de um dos navios foi reportada em segurança.
  • O Brent chegou a US$ 105,48 por barril.
  • Hormuz é uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
  • No Brasil, diesel, gasolina, fretes e inflação podem sofrer pressão.
US$ 105,48 foi a cotação alcançada pelo barril do Brent nas primeiras negociações após a nova escalada

Primeiro petroleiro foi atingido no Estreito de Hormuz

A agência britânica de segurança marítima United Kingdom Maritime Trade Operations, a UKMTO, confirmou que um navio-tanque que deixava o Estreito de Hormuz foi atingido no lado esquerdo por um projétil não identificado.

O impacto provocou danos à embarcação.

Em um dos relatos divulgados durante a sequência de incidentes, houve registro de incêndio a bordo.

A tripulação foi reportada em segurança e não havia indicação de impacto ambiental na atualização inicial das autoridades marítimas.

Outro navio é atingido por drone perto de Omã

Horas depois, a UKMTO confirmou outro ataque, desta vez contra um navio-tanque nas proximidades do ancoradouro de Sohar, em Omã.

Segundo a agência, a embarcação foi atingida por um drone.

Autoridades locais passaram a auxiliar na retirada da tripulação, enquanto as condições do navio e eventuais impactos ambientais continuavam sendo avaliados.

Os autores ainda não foram oficialmente confirmados

Até esta atualização, a UKMTO não atribuiu oficialmente os dois ataques a um país, grupo armado ou força militar específica.

A região vive uma grave escalada militar, mas atribuições sobre autoria devem ser tratadas separadamente até confirmação das autoridades.

Por que Hormuz deixa o mundo tão nervoso

O Estreito de Hormuz é uma passagem marítima estreita entre o Golfo e o Golfo de Omã.

Por essa região transita uma parcela gigantesca do petróleo consumido no planeta.

Antes da atual crise, aproximadamente 20% do consumo mundial de petróleo passava pela rota.

Isso significa que qualquer ameaça à navegação na região pode produzir efeito global mesmo sem ocorrer uma paralisação completa.

Tráfego de navios já caiu

O problema não começou neste fim de semana.

Dados de monitoramento marítimo já mostravam uma redução significativa na quantidade de embarcações atravessando Hormuz em razão da escalada de ataques.

O fluxo de petróleo bruto pela região chegou a aproximadamente 10,1 milhões de barris por dia, cerca de 74% do nível observado antes da guerra, segundo dados analisados pela Reuters.

O número de navios de commodities que atravessaram o estreito também chegou ao menor nível em mais de dois meses.

O problema não é apenas falta de petróleo. Transporte marítimo mais perigoso significa seguro mais caro, frete mais caro, rotas alternativas e maior custo para levar energia de um ponto ao outro do planeta.

Petróleo passa de US$ 105

A reação do mercado apareceu nas primeiras negociações.

Os contratos futuros do petróleo Brent, principal referência internacional, subiram para US$ 105,48 por barril.

O petróleo americano WTI chegou a aproximadamente US$ 92,44.

Investidores passaram a incorporar novamente um prêmio de risco maior diante da possibilidade de novos ataques contra navios e infraestrutura energética.

Frete marítimo dispara

O preço do petróleo não é o único problema.

O custo de transportar um petroleiro pelo Oriente Médio também disparou.

Dados citados pela Reuters mostram que determinados fretes de grandes navios entre o Oriente Médio e a Ásia já chegaram a ultrapassar US$ 1 milhão por dia.

Em algumas rotas de superpetroleiros, os valores chegaram perto de US$ 1,6 milhão por dia.

Esse custo acaba incorporado ao preço final da energia e das mercadorias transportadas pelo mundo.

E o Brasil nisso tudo?

O Brasil é produtor e exportador relevante de petróleo, o que cria uma situação aparentemente contraditória.

Petróleo mais caro pode aumentar receitas de empresas produtoras, arrecadação de royalties e valor das exportações brasileiras.

Ao mesmo tempo, o consumidor pode enfrentar custos maiores de combustíveis e pressão inflacionária.

Área Possível impacto no Brasil
Petróleo brasileiro Exportadores podem receber mais pelo barril
Diesel Maior pressão sobre importações e preços internos
Gasolina Cotação internacional aumenta pressão econômica sobre preços
Fretes Diesel mais caro pode elevar transporte rodoviário
Passagens aéreas Combustível de aviação pode ficar mais caro
Inflação Energia e transporte podem contaminar preços de outros produtos

Diesel é o maior ponto de atenção para o Brasil

É no diesel que o país fica particularmente vulnerável.

O Brasil produz internamente aproximadamente três quartos do diesel que consome, mas ainda depende de importações para atender uma parte relevante da demanda.

Isso significa que, quando o diesel internacional dispara, importadores brasileiros passam a enfrentar custos significativamente maiores.

Em setembro, a diferença entre o preço internacional e o preço doméstico já havia atingido níveis recordes, levando importadores independentes a adiar algumas compras.

Isso não significa aumento automático amanhã na bomba.

O preço internacional do petróleo é apenas um dos componentes do preço final do combustível.

Câmbio, tributos, margens de distribuição, etanol, custos de refino e decisões comerciais da Petrobras também influenciam o valor pago pelo motorista.

Petrobras não repassa cada oscilação imediatamente

A Petrobras não utiliza mais um mecanismo automático de paridade diária com o preço internacional.

A estratégia comercial da companhia considera referências internacionais, custos alternativos de fornecimento, condições específicas de cada mercado e competitividade.

Isso permite evitar o repasse imediato de cada movimento de curto prazo do petróleo ou do câmbio.

Por outro lado, se a alta internacional permanecer por muito tempo, a pressão econômica para reajustes aumenta.

Governo brasileiro já tenta segurar os combustíveis

A crise energética global já levou o governo federal a adotar medidas para reduzir o impacto sobre os consumidores.

Na última sexta-feira, o governo anunciou nova redução da carga tributária federal sobre a gasolina, com alívio equivalente a aproximadamente R$ 0,89 por litro.

O diesel também conta com mecanismos de subvenção destinados a reduzir o impacto dos preços internacionais.

Essas medidas podem amortecer parte da pressão, mas não eliminam completamente o risco caso o petróleo permaneça acima de US$ 100 por um período prolongado.

Frete rodoviário pode sentir primeiro

No Brasil, a maior parte das mercadorias é transportada por rodovias.

Isso torna o diesel um componente importante do preço dos alimentos, produtos industriais e mercadorias vendidas em supermercados e lojas.

Uma alta persistente do combustível pode aumentar custos de transporte e, posteriormente, ser repassada ao consumidor.

Mato Grosso também pode sentir o impacto

Para Mato Grosso, o preço do diesel tem peso ainda maior.

A economia estadual depende intensamente do transporte rodoviário para escoamento de soja, milho, algodão, carne e outros produtos.

Uma elevação relevante no custo do combustível pode aumentar o frete entre áreas produtoras, terminais ferroviários, portos e centros consumidores.

Isso pode pressionar os custos do agronegócio mesmo em um estado que se beneficia da exportação de commodities.

Dólar é outra ameaça

Crises geopolíticas também costumam aumentar a procura por ativos considerados seguros, como o dólar.

A moeda americana estava próxima do maior nível em 18 meses no mercado internacional em meio às tensões recentes.

Para o Brasil, um dólar mais caro pode amplificar ainda mais o impacto do petróleo, porque os barris e derivados são negociados internacionalmente em moeda americana.

O risco brasileiro é a combinação: petróleo caro + dólar forte + diesel internacional caro. Se os três fatores permanecerem elevados, a pressão sobre combustíveis, fretes e inflação aumenta.

Petróleo chegou a US$ 105, mas preço já mostra volatilidade

O mercado continua extremamente instável.

Depois de alcançar US$ 105,48, o Brent voltou a recuar para a região de US$ 103 nas negociações seguintes, após novas notícias sobre possíveis aumentos de oferta e negociações internacionais.

Isso mostra que a cotação pode mudar rapidamente conforme surgem informações sobre ataques, cessar-fogo, produção e rotas de transporte.

O que observar agora

Os próximos dias serão decisivos.

O mercado acompanhará principalmente:

  • se novos petroleiros serão atacados;
  • se o tráfego pelo Estreito de Hormuz cairá ainda mais;
  • se haverá interrupção de produção ou exportação no Golfo;
  • se Estados Unidos, Irã ou países do Golfo ampliarem a resposta militar;
  • como as seguradoras reagirão ao risco marítimo;
  • e se o Brent permanecerá acima de US$ 100.
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Dois petroleiros são atacados perto de Hormuz e petróleo passa de US$ 105. Entenda como isso pode chegar ao bolso do brasileiro.

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Fontes:

United Kingdom Maritime Trade Operations — UKMTO
Reuters
Dados de mercado do Brent e WTI
Petrobras
U.S. Energy Information Administration — EIA

Atualizado em 11 de outubro de 2026, às 20h31 — horário de Cuiabá.
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